O blockchain está inaugurando uma nova era em que ativos físicos e financeiros – de imóveis e private equity a obras de arte, créditos de carbono e faturas – podem ser digitalizados. Cada vez mais, as empresas estão explorando a tokenização: a criação de tokens baseados em blockchain que representam a propriedade de ativos do mundo real.
Pesquisa da indústria projeta que o mercado global de ativos tokenizados pode crescer para algo em torno de US$ 30.1 trilhões até 2034. Na prática, já estamos vendo gestores de ativos e empresas experimentando tokens para tudo, desde imóveis de alto padrão até fundos tokenizados.
Por exemplo, a Franklin Templeton– uma gestora de ativos de US$ 1.4 trilhão – lançou um dos primeiros fundos tokenizados regulamentados. Em 2021, eles emitiram um fundo do mercado monetário registrado nos EUA na blockchain Stellar e, em 2025, lançaram um fundo de Organismos de Investimento Coletivo em Valores Mobiliários (UCITS) on-chain domiciliado em Luxemburgo. Isso comprova que os operadores tradicionais enxergam valor na transparência e na eficiência da blockchain.
Enquanto isso, esforços compartilhados do setor estão impulsionando a adoção da Tecnologia de Registro Distribuído (DLT) para ativos tradicionais. Um teste conduzido pela SIFMA em 2024, com Citi, JP Morgan, Wells Fargo e outros, demonstrou que títulos do Tesouro e títulos tokenizados poderiam ser liquidados em uma plataforma DLT unificada com risco reduzido.
Do lado do mercado, o valor total bloqueado em ativos reais tokenizados em redes DeFi públicas já era de cerca de US$ 5 bilhões, e continua subindo. Esses números – embora ainda sejam uma fração dos mercados de capitais convencionais – demonstram crescimento e interesse saudáveis.
As previsões estratégicas reforçam a tendência. Um relatório conjunto da indústria estima que, até 2034, cerca de US$ 30 trilhões em ativos do mundo real poderia ser tokenizado globalmente, com o financiamento comercial sozinho representando uma fatia significativa.
Projetos Deloitte US$ 4 trilhões em ativos imobiliários dos EUA em blockchain até 2035, acima dos apenas US$ 0.3 trilhão atuais. Em suma, grandes pools de ações, dívidas e ativos tangíveis estão sendo alvos de tokenização.
Esses números ilustram a crescente demanda empresarial – e os projetos continuam surgindo.
Além do Franklin Templeton, bancos como Société Générale, Nomura e provedores de plataformas como Figure e Ondo Finance lançaram ofertas de títulos tokenizados. Os mercados de carbono também estão em foco: por exemplo, a State Street e outras estão explorando a negociação de créditos de carbono baseada em blockchain. Até mesmo setores ultratradicionais, como vendas de arte e financiamento de faturas, estão experimentando tokens para alcançar novos investidores.
Tudo isso sinaliza que a tokenização é mais do que apenas moda passageira – é uma mudança fundamental na forma como os ativos podem ser possuídos e transacionados. Para os líderes empresariais, a questão não é mais se, mas como participar.
A Promessa da Tokenização: Liquidez, Acesso e Velocidade
A tokenização transforma ativos do mundo real — como títulos, imóveis ou private equity — em representações on-chain. Isso permite que a propriedade, a negociação e a liquidação ocorram inteiramente na infraestrutura blockchain. Os benefícios são comprovados: liquidação 24 horas por dia, 7 dias por semana, maior alcance do investidor e redução do risco de contraparte.
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Liquidez: Ativos ilíquidos, como imóveis ou obras de arte, tornam-se negociáveis em mercados secundários.
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Acesse em: A propriedade fracionada reduz a barreira de investimento para capital de varejo e global.
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Velocidade e Cost: Contratos inteligentes on-chain eliminam intermediários e atrasos.
Mas por mais promissora que seja a tokenização, a adoção real depende do cumprimento de padrões institucionais.
Por que a custódia é o facilitador da tokenização
Para que ativos tokenizados ultrapassem a fase de prova de conceito, eles devem ser passíveis de investimento por entidades regulamentadas. Isso significa que a custódia não é opcional — é obrigatória.
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Os custodiantes licenciados são obrigados por lei em muitas jurisdições (Comissão de Valores Mobiliários, Regulamentação de Mercados de Criptoativos, Autoridade Monetária de Cingapura) a armazenar ativos tokenizados.
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O capital institucional não pode entrar em mercados onde o ativo subjacente não esteja garantido por um custodiante qualificado.
Auditorias regulatórias, segregação de ativos e processos KYC/AML só são possíveis com custódia de nível empresarial.
A dinâmica do mercado respalda essa mudança:
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BlackRock, Franklin Templeton e HSBC lançaram ou testaram fundos tokenizados, cada um contando com infraestrutura de custódia integrada.
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A relatório BCG prevê que os ativos tokenizados podem atingir US$ 16 trilhões até 2030, mas somente se a infraestrutura de custódia e conformidade acompanhar essa evolução.
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pesquisa do BIS confirma que os bancos centrais e reguladores classificam a custódia como o pilar mais crítico para a infraestrutura de ativos digitais.
Em suma, a custódia é a base que transforma a tokenização de uma demonstração tecnológica em um negócio regulamentado e escalável. Sem gerenciamento seguro de chaves e armazenamento de nível regulatório, os ativos tokenizados não podem ser confiáveis — ou negociados — em escala institucional.
Custódia: Base para Segurança, Conformidade e Crescimento
A custódia é mais do que armazenamento de chaves; é a espinha dorsal operacional de sistemas criptográficos seguros, compatíveis e escaláveis. Quando incorporada a gateways de pagamento ou plataformas de tokenização, a custódia desbloqueia benefícios reais, ao mesmo tempo que elimina os principais vetores de risco.
1. Proteção de segurança vs. vulnerabilidade de hack
Com custódia: custodiantes profissionais usam carteiras multiassinatura, HSMs, armazenamento a frio e infraestrutura para proteger ativos.
Sem custódia: Carteiras quentes e gerenciamento de chaves inadequado tornam-se alvos principais de invasores. A Mt. Gox perdeu US$ 450 milhões; a CoinsPaid perdeu US$ 37.3 milhões devido à custódia inadequada.
2. Prontidão para conformidade vs. risco regulatório
Com Custódia: Custodiantes licenciados oferecem KYC/KYB integrados, monitoramento AML e registros de auditoria. Eles atendem aos padrões das normas MiCA, MAS ou SEC.
Sem custódia: As empresas correm o risco de falhas de auditoria, multas e paralisação da plataforma. Muitas jurisdições agora exigem que custodiantes regulamentados manipulem ativos tokenizados.
3. Eficiência Operacional vs. Fragmentação
Com a Custódia: os fundos são liquidados de forma instantânea e segura. Os comerciantes não gerenciam carteiras ou chaves. A Custódia simplifica a reconciliação e a conversão.
Sem custódia: transferências manuais de fundos, gerenciamento de carteira e riscos de conversão criam atrito e ineficiência.
4. Redução de Fraude vs. Perda de Fundos
Com Custódia: Os pagamentos on-chain são irreversíveis e monitorados. Os custodiantes detectam anomalias precocemente. A transparência aumenta a confiança.
Sem custódia: Chaves perdidas ou credenciais comprometidas levam à perda permanente. Sem reembolso. Sem recuperação.
5. Integridade da Tokenização vs. Risco de Contrato Inteligente
Com Custódia: As chaves que controlam os ativos tokenizados são protegidas em uma infraestrutura de nível de cofre. Isso garante que o lastro dos ativos permaneça válido e executável.
Sem custódia: uma exploração de contrato inteligente ou uma chave privada mal gerenciada pode drenar pools inteiros, tornando os tokens inválidos.
6. Oportunidades de Monetização vs. Limitação Estratégica
Com Custódia: As plataformas podem oferecer taxas de staking, empréstimo e custódia. A Custódia possibilita novas linhas de negócios e um engajamento mais profundo com os comerciantes.
Sem custódia: os sistemas de pagamento permanecem limitados ao processamento de transações, incapazes de se expandir para serviços mais amplos de ativos digitais.
Custódia Forte: O que Procurar
Nem todas as soluções de custódia são criadas da mesma forma. Para a tokenização de ativos, as instituições normalmente exigem recursos de nível institucional:
Carteiras Multi-Assinatura e MPC
Procure soluções que exijam múltiplas aprovações em cada transação (por exemplo, um esquema multi-assinatura 2 de 3 ou 3 de 5). Isso distribui o controle das chaves entre pessoas ou dispositivos, de forma que nenhuma violação isolada possa movimentar fundos. Custodiantes modernos utilizam até mesmo MPC (computação multipartidária) para dividir as chaves em partes. Esses controles criptográficos eliminam pontos únicos de falha e reduzem significativamente o risco interno.
Conformidade e Auditabilidade
A custódia corporativa deve ser auditada e certificada. Por exemplo, muitos custodiantes qualificados possuem auditorias SOC 2, certificações PCI e até licenças bancárias. Eles oferecem registros e relatórios de auditoria em tempo real, atendendo à governança interna e ao escrutínio dos reguladores. Escolha um custodiante com sistemas AML/KYC integrados e segregação clara de fundos. O licenciamento regulatório também é fundamental – por exemplo, as regras da SEC dos EUA ou a MiCA da UE exigem provedores de custódia registrados para muitas classes de ativos. A utilização de um custodiante licenciado e em conformidade com o SOC 2 garante que a plataforma possa lidar legalmente com tokens de valores mobiliários e gerenciar ativos de clientes.
Gerenciamento robusto de chaves
Além da multiassinatura, as plataformas de custódia geralmente aplicam autenticação multifator, módulos de segurança de hardware (HSMs) e protocolos de "armazenamento a frio". Carteiras frias (máquinas offline) armazenam a maior parte dos fundos, enquanto apenas uma pequena carteira quente (online) processa as transferências diárias. Controles de acesso, verificações biométricas e backups de chaves de hardware reduzem ainda mais o erro humano. Na prática, as empresas costumam "terceirizar" a custódia de chaves para esses especialistas, em vez de fazerem isso por conta própria, visto que a manutenção dessa infraestrutura é complexa e propensa a erros.
Tokenização de ativos segura e escalável
A tokenização abre oportunidades empolgantes, mas deve ser construída sobre uma infraestrutura sólida. A custódia é a ponte entre o ativo físico e seu token digital. Com o parceiro de custódia certo, as empresas podem mitigar riscos e atender às demandas regulatórias, ao mesmo tempo em que liberam todo o potencial da tokenização.
Acorrentar oferece integrado solução de tokenização adaptado às necessidades da empresa. Além disso, nosso Carteira MPC de marca branca possui auditoria SOC 2 e está em total conformidade com as regulamentações globais, oferecendo gerenciamento de chaves multi-assinatura, módulos de segurança de hardware e monitoramento 24 horas por dia, 7 dias por semana. Também integramos ferramentas de AML/KYC/triagem de transações para que cada transferência de token esteja alinhada aos requisitos regulatórios. Combinados com os serviços de emissão e troca de tokens da ChainUp, os empresários obtêm um conjunto completo para digitalizar ativos com segurança.
Em um mundo onde "quem detém a chave detém o ativo", confiar a custódia a especialistas é inegociável. Os clientes corporativos da ChainUp se beneficiam de infraestrutura de nível institucional, recuperação de desastres e trilhas de auditoria em tempo real, exigidas por credores, auditores e reguladores.